domingo, 23 de outubro de 2016

CARANGUEJOS PERNAMBUCANOS

     
      Ouvi uma história contada por um amigo, acerca de dois japoneses. Um deles residia em Recife e estava sendo visitado por um conterrâneo, em férias na cidade. Combinaram um almoço num pitoresco restaurante, especializado em frutos do mar e mais especificamente em caranguejos e seus “parentes”.      Sem qualquer familiaridade pregressa com os bichos, o visitante exclamou, em sua própria língua:
      -   Mas que animal interessante!
      -  Concordo. E saboroso também!! – responde o patrício. Aqui, eles ficam confinados e são mortos pouco antes de serem servidos.
      - Mesmo?!!!- espanta-se o visitante - gostaria de conhecer a criação!!! 
   Após as devidas explicações aos responsáveis pelo estabelecimento, lá estavam os apreciadores a contemplar a conviência renhida dos bichos, no viveiro. Passados alguns minutos, o turista exclamou:
      - Ih, olha lá! Um deles vai conseguir escapar. Ele já está quase saindo dali – observou.
      - Vai nada, ironizou o “recifense”.
      -  Mas, ele já está quase conseguindo deixar a caixa – insistiu.
      -  Aquele que está embaixo vai puxar a perna dele – explicou o anfitrião.
      -   Como você sabe disso?
      -   É que eles são pernambucanos – concluiu.
...
    
      Eu sou nascido e criado em Pernambuco. Um apaixonado por esta terra. Agradeço a Deus pelas minhas raízes e acredito no grande potencial de nosso povo.    
     Mesmo em momentos de crise e sob convites para outros lugares, permaneci, pela convicção de ter muito a fazer, em minha terra...
      Todo este carinho e respeito real não me impedem, no entanto, de concordar com os objetos de nossa história. De fato, existe algo em muitos do nosso povo que destoa de toda a receptividade, alegria e carisma que os pernambucanos possuem. É um sentimento “encrunhado” na cultura, nos costumes, na essência. Parece um disparate, uma erva daninha, que pode contaminar a mente mais honesta e generosa.
       Sim, em nossa terra(e não apenas aqui), existe o hábito por vezes imperceptível de esconder o incômodo sentido quando alguém, próximo de nós, prospera. Não é uma pontinha, mas um iceberg de inveja.
            Sim, esta é a vergonhosa palavra que descreve o problema.  
            Poucos, no entanto, se enxergam assim, ou conseguem admitir.
        Permitam-me citar a minha própria e infeliz experiência.  Admito que o fato de ouvir a história, pela primeira vez foi um “puxão” de orelha, um despertar. Bateu bem forte em meus brios e me desafiou: “Ora, é verdade! – pensei. Eu sou como aquele caranguejo que puxa para baixo!... Percebi o quanto ficava incomodado, ofendido, quando via alguém prosperar, melhorar.  Graças a Deus, e com muita luta aprendi a controlar aquele mal ímpeto. Entretanto, conservo o hábito de olhar sempre para mim e policiar minhas atitudes.
     Tenho observado, com tristeza, que a inveja é uma epidemia letal. Ela, historicamente, já causou assassinatos, guerras, discussões. É um inimigo silencioso, invisível e traiçoeiro. É uma senhora escravizante e cruel. Leva a um tipo de competitividade doentia e destrutiva. Já ouvi, inclusive, relatos de pessoas que compraram por pura inveja e até de relacionamentos que se romperam...
      Sendo assim, convido você a se avaliar, honestamente. E se for o caso, buscar forças e ajuda adequada, para vencer a si mesmo, nesta área.  E então, prepare-se para crescer e experimentar a alegria pelo êxito de outrem, enquanto constrói seus próprios sonhos, com um coração limpo, leve, livre e abençoado. Tente aplaudir mais as conquistas alheias; busque fazer isto de modo sincero. Você será um indivíduo muito mais satisfeito e próspero, com certeza!

                                                                                            Túlio Vasconcelos


TODO CAMINHO DÁ NA VENDA!



      Há alguns anos, estive em uma clínica a fim de realizar alguns exames para renovação da carteira de motorista. Ao entrar na sala da psicóloga, fui atendido por uma senhora muito gentil. De forma atenciosa, ela seguiu as formalidades pertinentes àquele processo e, em seguida falou, de modo educado:

-          Ah, o senhor é Batista, não é?!
-          Isso mesmo – respondi, cordialmente.
-          Eu gosto muito de freqüentar igrejas – prosseguiu – Gosto de ouvir a palavra de Deus, e costumo ir a vários lugares... – disse a gentil senhora, enquanto citava alguns nomes. – e arrematou: - Vou sempre, pois como o senhor sabe, “todo o caminho dá na venda!” – exclamou, exibindo um largo sorriso.
-          A senhora pensa assim mesmo?... – perguntei sorrindo, educadamente – e continuei: - Vamos supor que a senhora quisesse ir ao centro do Recife. O que faria? Tomaria qualquer direção para chegar até lá? Ou a senhora precisaria do caminho certo?
-          Não, evidentemente, eu precisaria do caminho correto para chegar lá.
-          Então, – continuei – se funciona desta forma em nossa vida natural, por que em relação à vida espiritual, que é tão mais importante, tudo funcionaria de “todo jeito”?
-          Não, mas o que eu quero dizer, é que o que importa é que tenhamos fé; o importante é ter fé!...- concluiu.
-          Será que é assim mesmo? – perguntei – É dessa maneira que a senhora pensa? – Posso fazer mais algumas perguntas?
-          É claro que sim. – disse
-          Eu presumo que a senhora seja a proprietária desta clínica...
-          É verdade – disse a psicóloga.
-          A senhora tem uns vinte funcionários, aproximadamente? – indaguei
-          Sim – ela respondeu.
-          O que é importante para a senhora? Que os seus funcionários trabalhem, meramente, ou que eles o façam dentro de parâmetros preestabelecidos pela senhora? – perguntei.
-          Eles têm que seguir o sistema que foi criado para o funcionamento adequado da empresa. – afirmou, educadamente.
-          Então, será que o verdadeiro Deus, o Deus da Bíblia, não estabeleceu os princípios, pelos quais Ele deseja ser buscado, adorado e crido? - concluí.   Não houve resposta.

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (João 14:6).

                                                                                                                                                      Túlio Vasconcelos

 (De “Histórias de Pescadores – Aprendendo a Viver, Lendo a Vida” – Ed. Novo Horizonte, 2008 – Vasconcelos, Túlio)
          

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A FALSA MORAL DA TV

                                

   

         Há muitos fenômenos que contribuem para a desestabilização das relações humanas. Parece que a sociedade teima em não enxergar os perigos que a cercam. Tendem muitas pessoas a enxergar de forma equivocada as raízes de seus problemas: lançam a culpa em quem não tem; tiram a culpa de quem tem.
         Preciso, inicialmente, afirmar que não sou inimigo da TV e nem das emissoras. Entendo a utilidade dos veículos de comunicação, bem como a necessidade que existe de se faturar, através de uma programação que atraia os telespectadores e traga retorno aos anunciantes. Mas, existem alguns fatos que devem ser levados em consideração, pois a sua repercussão social é bem maior do que os milhões de dólares movimentados, anualmente, pelas emissoras de nosso país.
         Lembro que nos anos 80, quando cursava a (antiga) 5ª. série ginasial, foi lançado um informativo intitulado “QUESTIONANDO”, elaborado por alguns membros do saudoso “Colégio Pré-Acadêmico”, em Olinda. A inteligentíssima professora “Cléo”, de educação física, escreveu um artigo com o título acima. Ela questionava o verdadeiro papel da televisão: quanto ela contribui para o êxito social e quanto ela prejudica?   
         Naquela época, haviam sido iniciadas as campanhas de arrecadação de donativos, através de um órgão internacional, por uma importante emissora brasileira. Aliás, uma louvável iniciativa. A minha mente, estimulada por aquele brilhante artigo, ficou a questionar algumas nuances que até hoje ecoam, dentro de mim:

1.  Por que algumas empresas tentam ajudar famílias com campanhas que trazem educação, saúde e bem-estar social, por um lado, e por outro fomentam a destruição moral e espiritual das mesmas famílias?
2.   É uma tentativa de diminuir a dor de consciência?
3. Quem são as crianças educadas pelo dinheiro das campanhas? São as mesmas, cujas mentes são encaliçadas com a permissividade, a rebeldia, a imoralidade, a deslealdade, a defraudação que a programação de tais emissoras semeiam?
4.   É verdade que a TV e o cinema mostram só o mal que já existe? Ou eles também inflamam a sexualidade e a violência?Antecipam uma escala mais profunda de violação de direitos e indiferença aos limites?
5.  As campanhas contra violência fazem efeito quando a mesma emissora mostra dezenas de assassinatos? Mostra filhos que não obedecem aos pais e que mentem? Valorizam históricos e roteiros novelísticos, em que a Família não conhece a obediência; pais e filhos são iguais; respeito não existe com o semelhante; amigos são traiçoeiros; a confiança é bombardeada e destruída?

        Preocupa-me o destino das pessoas e, consequentemente, das sociedades e nações deste planeta. Preocupa-me o lançamento diário de modismos, expressões, ideologias, padrões de beleza, que as “telinhas e telonas” têm apresentado ao mundo. Preocupa-me a idéia que muitos possuem de que não estão sendo influenciados. Preocupa-me o descompromisso, o desrespeito, o “pode tudo”, a libertinagem, o vandalismo, a violência, a traição, o egoísmo, a promiscuidade das imagens e roteiros televisivos; e o que eles causam às mentes de todos os seres humanos. Cada imagem e som são registrados e nunca sairão de nossas mentes. E, sim, eles nos influenciam, em escalas maiores ou menores.

       Recebi um e-mail, há alguns anos, sobre a música que era tocada todos os dias, naquela época. Letra venenosa e destrutiva, pois possui(no meu ponto de vista) um conteúdo de indução depressiva e suicida. Tal letra fazia parte da trilha sonora de uma determinada novela. A música foi gravada por um grupo que, sinceramente, aparenta(no contexto em questão) uma mente inspirada pela paixão ao caos e à destruição.
       A suposta estratégia de alguém, quem quer que tenha sido, se deliberadamente ou não, foi servir veneno em uma bela taça de cristal; pois, a musicalidade que acompanha letras assim, conseguem “hipnotizar” o consciente para que não perceba o conteúdo; o inconsciente, ao contrário, grava e reproduz privilegiadamente, os efeitos de cada mensagem recebida.

Eis a letra para vossa análise, sob o silêncio revelador de uma tranqüila leitura:

Vamos deixar que entrem, que invadam o seu lar
Pedir que quebrem, que acabem com seu bem-estar
Vamos pedir que quebrem o que eu construí pra mim
Que joguem lixo, que destruam o meu jardim

Eu quero o mesmo inferno, a mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Vamos deixar que entrem, que invadam o meu quintal
Que sujem a casa e rasguem as roupas no varal
Vamos pedir que quebrem sua sala de jantar
Que quebrem os móveis e queimem tudo o que restar

Eu quero o mesmo inferno, a mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno, a mesma cela de prisão - a falta de futuro,
o mesmo desespero

Vamos deixar que entrem como uma interrogação
Até os inocentes aqui já não tem perdão
Vamos pedir que quebrem; destruir qualquer certeza
Até o que é mesmo belo aqui já não tem beleza

Vamos deixar que entrem e fiquem com o que você tem
Até o que é de todos já não é de ninguém
Pedir que quebrem; mendigar pelas esquinas
Até o que é novo já está em ruinas
Vamos deixar que entrem, nada é como você pensa
Pedir que sentem aos que entraram sem licença
Pedir que quebrem, que derrubem o meu muro
Atrás de tantas cercas, quem é que pode estar seguro?

Eu quero o mesmo inferno, a mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno, a mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero.                                                     (TITÃS)


                                        Pense comigo:

  • As pessoas que fazem televisão e outros veículos de comunicação não têm consciência de que estão influenciando toda sociedade?
  • Eles estão lembrados que um dia serão, possivelmente, idosos e irão necessitar de cuidados dos seus filhos ou netos, ou sobrinhos, que terão sido educados à sombra da TV que eles criam?
  • Será que podemos aprender com as declarações de certo diretor de TV, daquela mesma emissora, que supostamente teria declarado que “não assiste mais TV”? Por que seria?
  • Por que o nosso povo se prende tanto ao lixo virtual e não considera os efeitos “psico-diarréicos” do que suas mentes têm  “digerido”?
  • Até que ponto a perda do temor e respeito, apregoados em letras como essa   contribuem para a violência, o suicídio, a depressão e o consumo das drogas?
  • Para onde vai uma sociedade que canta músicas que dizem: “Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro
    O mesmo desespero”?   

Oro para que você, caríssimo leitor, pense num fato:
Essa não é “uma obra de ficção”; é algo sério; e é a sua vida e o seu futuro. Você é responsável. Faça algo!
                                                                                                 

                                                                                         Túlio Vasconcelos.

EU QUERO SER LIVRE!


       
         Este é um clamor mundial. Mas será que a maioria dos homens sabe o que é ser realmente livre? Há muitas contradições e incompreensão, nesta área, mesmo entre as pessoas mais idosas. Sendo o ser humano algo extremamente contraditório e complexo, ele, por vezes, transforma em problema o que foi estabelecido como dádiva divina. Isto é muito verdade, também, nesta época de inversão de valores...
         Há os que se sentem livres para criarem um estilo próprio. Querem ser originais e fugir dos padrões “já ultrapassados”; parecem gostar de se colocarem avessos a tudo; revoltam-se contra as normas e regulamentos, pois se sentem sufocados; ignoram mesmo os limites que lhes trazem segurança e garantem a sua subsistência. São maníacos em ignorar a opinião dos outros, tanto quanto em dar a sua própria. Detestam se sentir escravos do que os outros pensam, enquanto adoram escravizar os outros ao que eles desejam afirmar e fazer.
         Existem aqueles que acreditam que liberdade é poder passar as noites se embriagando e se drogando; tornam-se, muitas vezes, dependentes do álcool e de outras drogas químicas e sentem que não têm mais forças para deixar e desistem de tentar...
         Há, ainda, os que acreditam que podem “pensar tudo de seu jeito”, e que sempre estarão certos...Também são eles que quase sempre têm a certeza de que não se pode ter certeza de nada! Muitos desses vivem em grande contradição e medo: medo da morte e da vida; medo do “azar e do olho grande”; medo do que sabem e do que não sabem; medo de confiar e então “confiam desconfiando”; dizem que são livres para serem amigos de quem quiserem, mas sentem que não têm amigos, pois, segundo eles, “amigos não existem”.   
         Todas essas concepções de liberdade são amplamente difundidas, por muita gente que tenta, com esmero, viver algo que, geralmente, não entende muito bem. Em busca de sensações novas ou alívio para as suas tensões ou frustrações; ou tentando agradar e alimentar o seu egocentrismo, tornaram-se escravos do orgulho, de vícios, de orgias, de dívidas financeiras ou emocionais; da falta de moralidade e respeito pelos semelhantes e por si mesmos; da sensualidade, das dúvidas e da falta de propósitos; escravos de uma liberdade doentia e falsa!
           O que é ser livre, então? É fazer tudo o que se quer? É não respeitar limites? É destruir a alegria de outrem, vivendo momentos impensados, que certamente nos farão chorar de vergonha e arrependimento, quando formos suficientemente ajuizados para refletir sobre os nossos atos?...
         Pensando sobre isto e avaliando a vida em suas nuances, descobrimos que a verdadeira Liberdade só pode ser construída sobre os alicerces sólidos da disciplina, dos limites e do respeito.  Homens livres são aqueles que se sentem felizes em cumprir os regulamentos que lhes preservam a saúde, a consciência e a integridade moral.
         Ser Livre é poder dizer “sim” ou “não” a si mesmo e aos outros, na hora certa; é ser corajoso o suficiente para resistir às pressões da maioria, quando se tem um argumento bem fundamentado, uma idéia bem construída, na qual se acredita; é ter a coragem de mudar de opinião, sobre algo que se defendeu a vida toda, e não permanecer acorrentado ao orgulho infantil, quando se percebe o equívoco; é encontrar na simplicidade alegria, e saber apreciar o simples e contemplar o belo; é saber que para ser diferente o necessário é ser quem somos,  sem ter que imitar os modelos impostos pela sociedade; é ter a capacidade de ainda confiar verdadeiramente, amar genuinamente, e se entregar por inteiro às causas de valor e às pessoas que nos cercam!


 (De “Histórias de Pescadores – Aprendendo a Viver, Lendo a Vida” – Ed. Novo Horizonte, 2008 – Vasconcelos, Túlio)

NEM TODOS OS PASTORES SÃO BILIONÁRIOS



               Há alguns anos atrás, li um artigo de um jornal recifense: “Edir Macedo no topo da lista da Forbes”(JC, sábado 19.01.13- economia p.06), o qual foi muito esclarecedor. Motivei-me, então a escrever, com a finalidade de oferecer ao leitor algo que estabeleça uma diferença entre a realidade dos grupos que vivem em realidades financeiras muito privilegiadas, e os grupos evangélicos que possuem líderes competentes, comprometidos com o pastoreio, aconselhamento e ensino das famílias. As questões financeiras relacionadas a pastores de Igrejas históricas ou grupos denominacionais evangélicos dependem sempre dos seguintes aspectos:
1.     Aprovação da Igreja local ou de uma comissão constituída por voto, em sistemas regimentais, para este fim; as ofertas pastorais (probendas) precisam ser aprovadas em assembléias ou reuniões. E não são os pastores que “aumentam” a sua remuneração;
2.     As condições da comunidade cristã, na qual se está trabalhando. Há pastores que, por exemplo, trabalham em atividades seculares, para manterem as suas famílias. Com o tempo e o crescimento das igrejas e congregações, e o reconhecimento pelo trabalho, as remunerações podem sofrer ganhos, com o passar do tempo. Isso dependendo da integridade e comprometimento daqueles líderes; pois, no caso dos grupos evangélicos tradicionais, as exigências quanto ao caráter dos ministros é muito alta, por parte de membros e congregados; a avaliação é diária e criteriosa.
       Em suma, pastores éticos não controlam e nem manipulam o dinheiro das igrejas. Recebem ofertas ou prebendas(na linguagem jurídica) pelo seu trabalho de pregação, visitação, ensino, acompanhamento a enfermos, administração eclesiástica e dedicação integral ou semi-integral à comunidade cristã.  Essas ofertas possuem valores e periodicidade decididas pelas igrejas ou congregações, em assembleias regulares; e os valores são entregues aos pastores em data marcada, pela tesouraria da instituição, mediante assinatura de recibos comprobatórios. Um pastor coerente com o modelo bíblico, também participará do sustento da sua igreja ou congregação, sendo dizimista e ofertante regular; por decisão voluntária e ato de gratidão e adoração a Deus (I Crôn. 29:2,3,6-9,14; Números 18:26; Neemias 10:38; Malaquias 3:10,11; Mateus 23:23; Lucas 11:42; 18:12; Heb. 7:2, 4 - 9).
       Saliente-se, ainda, que uma das grandes diferenças, entre as igrejas neo-testamentárias e os grupos que se destacam pela sua arrecadação financeira “exótica”, é que o dinheiro não é o foco principal (no primeiro caso), e todo o recurso financeiro voltará para a comunidade na forma de ação missionária e evangelística; educação cristã, apoio espiritual, ensino ético e consistente; fortalecimento das famílias, recuperação de vidas (drogados); ação social diversificada, atividades de socialização; melhoramento da infra-estrutura dos templos e salas de aula; treinamentos diversos, apoio saúde e tantas outras ações. Pois o objetivo é o mesmo de Jesus Cristo: Glorificar a Deus, edificando as vidas.
                                                               
                                                                              Túlio Vasconcelos                   
                                                                                                                                   


O QUE É LIDERANÇA?

                                
      
               No princípio de tudo, havia um líder. Ele estava contemplando as necessidades. Os espaços vazios já estavam preenchidos em sua mente poderosa e inventiva; os jardins já estavam cobertos de flores, mesmo antes de serem criados. Em seu íntimo, já havia beleza, num projeto que ainda não havia sido executado, mas nEle já estava pronto. E ERA BELÍSSIMO!...

               “No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”.(Gên.1:1,2)

               Meu prezadíssimo leitor, o que é LIDERANÇA, em sua opinião?                  Esta é uma excelente pergunta a ser feita, pois ainda que existam milhares de livros escritos sobre o assunto, muitas pessoas possuem dúvidas, a esse respeito.
                Tratar de algo tão relevante requer o mesmo cuidado que se deve ter, ao construir um grande edifício. Primeiramente, far-se-á um alicerce ou sustentáculo adequado. Ao lidar com idéias, a cautela será a mesma.         Assim sendo, as bases, os alicerces, desta nossa temática, são encontrados no livro de Gênesis. O início de todo o processo de liderança, encontra-se naquela Escritura Singular...           
                Aquele texto descreve o momento em que o SUMO AUTOR observava a terra, em sua condição primordial. O Criador percebia os detalhes, contemplando a face das águas. Em sua essência Triúna, Ele apreciava o que criava. Contemplava lenta e carinhosamente; desenhava os contornos de modo preciso; imaginava as formas que traria à existência; projetava, no interior de Sua mente poderosa e veloz. As Suas palavras tornariam visível aquilo que o Seu inescrutável e perfeito pensamento já havia esculpido, em cada detalhe singular, em Seu íntimo.
                                                                                                         

                                                                               Túlio Vasconcelos.


DAVI, O ESPANTA GIGANTES

        

         Mais um dia constrangedor para o rei Saul e seu exército. Aquele filisteu gigante, já há vários dias, repetia a sua atitude “desaforada”. Era patético e irritante o modo como ele saía dentre as fileiras do seu exército. Todos se afastavam e o ovacionavam ao vê-lo passar. Então, com um sorriso irônico, cheio de arrogância, ele gritava: “- Cadê os homens de Israel? Tá faltando homem aí, é? Quero um homem para nós dois lutarmos! Vocês judeus são uns covardes; uns Manés!”
         Nenhum dos experientes e valentes capitães do célebre e vitorioso rei Saul se prontificou a enfrentar o ‘grandalhão’ filisteu...
         Naquele momento, Davi chega ao acampamento dos israelitas. A sua missão era a de levar mantimentos aos seus irmãos que faziam parte daquele humilhado exército. À medida que o jovem pastor de ovelhas, filho caçula da família, obtém informações acerca da situação, ele fica indignado com a atitude do gigante. A reação do pequenino, diante da afronta inimiga, determina um dos mais notáveis episódios de superação de obstáculos da história judaica.
        Entretanto, ao ficar ciente das intenções e da disponibilidade do jovem pastor, o rei Saul manda chamá-lo (I Sam. 17:31), informando as desvantagens de Davi, em relação ao experiente filisteu(I Sam. 17:33). O rei demonstra                      preocupação para com Davi e sua segurança. Davi retruca e testemunha de suas vitórias anteriores, diante das feras que venceu, para salvar o rebanho que pastoreava; afirma, também, a sua confiança na providência e fidelidade do Deus de Israel (I Sam. 17: 34 – 37).
         Depois de alguns atropelos, o valente jovem parte para a luta. Ele enfrenta um temível adversário, mas não se intimida com o seu tamanho, palavras ou armas. Ele não se desconcentra e nem se descontrola com seus xingamentos. Apenas focaliza o objetivo, e exalta ao seu Amado Deus.


(Histórias de Pescadores – Aprendendo a Viver, Lendo a Vida. Ed. Novo Horizonte, 2008, p. 33. Túlio Vasconcelos)

O BRASIL, O TITANIC E O ICEBERG

               


              Vi imagens que mostravam a Ex -presidente Dilma Roussef e o Ex-presidente Lula.  Eles conversavam sobre os rumos do Brasil, segundo a reportagem da TV. O que me chama atenção é o ambiente desesperançoso, sombrio e desanimado que os cerca. Lembro-me, até saudosamente(apesar de não votar neles ou no PT – JAMAIS), de ver seus rostos iluminados de expectativas, nos dias de campanha, em outra matéria jornalística...Mas, o que mudou? Hoje, o Brasil mergulhou numa crise. Dizem que das piores de sua historia. (Mas as outras também foram)...Sim, esbarramos como o lendário TITANIC, num iceberg. Este, formado de cubículos de inflação, congelados em tempestades de gélida corrupção;  encharcado em poças de má administração e providências tardias e insuficientes... Mas, e agora, afundaremos? Então...afundaremos? O nosso País, qual grande navio avariado, descerá aos abismos cruéis do descaso e ao caos da falência? As empresas sucumbirão uma a uma? O desemprego, as revoltas, o caos? Acho que não. Não, não, não. Navios afundam sem tempo de reação, mas o nosso Brasil já reage. Mesmo agora, eu e você. BRASILEIROS. Que sonhamos, falamos, vendemos, compramos, investimos, educamos, rimos, cantamos, oramos e trabalhamos com esperança.
           Vamos à pesquisa de preço, mas comprando. Vamos chorar pelas metas, mas alcançando-as. Vamos pagar dívidas inadimplentes, selecionando e animando nossos clientes a reagir. Treinando nossos filhos para vencer: VENCENDO DIANTE DELES. Todos os dias, em que nos levantamos no meio de todo este mar de más notícias. Sim, e evitando-as...Quem sabe, desviando mais nosso curso das tempestades de caos, que nos deixam DEPRESSIVAMENTE BEM INFORMADOS deste lixo; alimentados com LAVAGEM NOTICIOSA VENDEDORA DE PUBLICIDADE DOS ANUNCIANTES RICOS(Que anunciem!)...
          Caro leitor, o meu convite é para que continuemos a lutar e fechar as brechas que o impacto causou a esta grande NAVE BRASILIANA. Tenhamos juízo; votemos certo; trabalhemos com energia e qualidade; façamos melhor; compremos; invistamos; evitemos cartões de crédito e falsas promoções; organizemos mais; critiquemos mais; leiamos mais; tenhamos calma e confiemos. VAMOS VENCER JUNTOS! O BRASIL AINDA VAI NAVEGAR MUITO, MUITO!  DEUS AINDA ESTÁ NO CONTROLE.


                                                                                                                                                           Túlio Vasconcelos.