quinta-feira, 20 de outubro de 2016

NEM TODOS OS PASTORES SÃO BILIONÁRIOS



               Há alguns anos atrás, li um artigo de um jornal recifense: “Edir Macedo no topo da lista da Forbes”(JC, sábado 19.01.13- economia p.06), o qual foi muito esclarecedor. Motivei-me, então a escrever, com a finalidade de oferecer ao leitor algo que estabeleça uma diferença entre a realidade dos grupos que vivem em realidades financeiras muito privilegiadas, e os grupos evangélicos que possuem líderes competentes, comprometidos com o pastoreio, aconselhamento e ensino das famílias. As questões financeiras relacionadas a pastores de Igrejas históricas ou grupos denominacionais evangélicos dependem sempre dos seguintes aspectos:
1.     Aprovação da Igreja local ou de uma comissão constituída por voto, em sistemas regimentais, para este fim; as ofertas pastorais (probendas) precisam ser aprovadas em assembléias ou reuniões. E não são os pastores que “aumentam” a sua remuneração;
2.     As condições da comunidade cristã, na qual se está trabalhando. Há pastores que, por exemplo, trabalham em atividades seculares, para manterem as suas famílias. Com o tempo e o crescimento das igrejas e congregações, e o reconhecimento pelo trabalho, as remunerações podem sofrer ganhos, com o passar do tempo. Isso dependendo da integridade e comprometimento daqueles líderes; pois, no caso dos grupos evangélicos tradicionais, as exigências quanto ao caráter dos ministros é muito alta, por parte de membros e congregados; a avaliação é diária e criteriosa.
       Em suma, pastores éticos não controlam e nem manipulam o dinheiro das igrejas. Recebem ofertas ou prebendas(na linguagem jurídica) pelo seu trabalho de pregação, visitação, ensino, acompanhamento a enfermos, administração eclesiástica e dedicação integral ou semi-integral à comunidade cristã.  Essas ofertas possuem valores e periodicidade decididas pelas igrejas ou congregações, em assembleias regulares; e os valores são entregues aos pastores em data marcada, pela tesouraria da instituição, mediante assinatura de recibos comprobatórios. Um pastor coerente com o modelo bíblico, também participará do sustento da sua igreja ou congregação, sendo dizimista e ofertante regular; por decisão voluntária e ato de gratidão e adoração a Deus (I Crôn. 29:2,3,6-9,14; Números 18:26; Neemias 10:38; Malaquias 3:10,11; Mateus 23:23; Lucas 11:42; 18:12; Heb. 7:2, 4 - 9).
       Saliente-se, ainda, que uma das grandes diferenças, entre as igrejas neo-testamentárias e os grupos que se destacam pela sua arrecadação financeira “exótica”, é que o dinheiro não é o foco principal (no primeiro caso), e todo o recurso financeiro voltará para a comunidade na forma de ação missionária e evangelística; educação cristã, apoio espiritual, ensino ético e consistente; fortalecimento das famílias, recuperação de vidas (drogados); ação social diversificada, atividades de socialização; melhoramento da infra-estrutura dos templos e salas de aula; treinamentos diversos, apoio saúde e tantas outras ações. Pois o objetivo é o mesmo de Jesus Cristo: Glorificar a Deus, edificando as vidas.
                                                               
                                                                              Túlio Vasconcelos                   
                                                                                                                                   


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