sábado, 31 de dezembro de 2016

FELIZ NOVO ANOJE!



     Os primeiros raios de um novo ano surgem e configuram esperanças de renascimento. As quais tantas vezes são acompanhadas de suspiros, simpatias, oferendas, preces, torcidas e tantas orações. Faz-se novos acordos consigo mesmo: planos, projetos, dietas, metas, construções, casamentos... Sim, os seres humanos são esses eternos torcedores, prognosticadores da vida. E, grandes amantes do êxito futuro...Ah, e como nos despedimos das adversidades de cada ano velho: sepultando-o no esquecimento, após um digno funeral de retrospectivas. Então, sob os modelos televisivos, comerciais, parece que somos levados a achar que tudo será automaticamente diferente, assim que a contagem regressiva acabar e os fogos, os risos, os abraços eclodirem. Mas ano novo é hoje, 31 de dezembro de 2016, ou 10 de maio de 1978, ou 15 de março de 1996...Ano Novo é aquele momento em que você resolve: serei novo; mudarei minha história na recriação de meus projetos. Serei alguém que se renova nas lições, que agradece em tudo; e que não se enterra na culpa inutilizadora, mas assume compromissos de arrependimento real, submetendo-se ao juízo justo do Senhor, de quem são todas as misericórdias... 
    Serei melhor e buscarei aprender com as perdas. Evitarei a presunção, pois não acreditarei mais na minha grande perfeição inexistente. Tentarei ser mais tolerante com as pessoas; não perderei tempo esperando recompensas; não esperarei o status do reconhecimento. Farei por amor, darei, amarei sem esperar o amor em troca. Dedicarei mais tempo aos que realmente necessitam e precisam. Não perderei tempo ensinando a quem não quer aprender. Direi não todas as vezes que o sim significar desperdício de boas horas, que poderiam ser investidas em quem de fato não tem amigos ou socorro. Retirarei o meu esforço dos que jogam fora a preciosidade da PALAVRA DE DEUS, pelo seu orgulho, seu pecado, suas desculpas, sua dissimulação, sua conveniência...
     Falarei apenas para quem quiser ouvir. Não obrigarei as pessoas. Terei paciência para descobrir isto, mas não perderei tempo, quando tiver todas as certezas de que preciso. Mas, ainda terei calma com aqueles que ainda nem sabem o que devem querer: a maioria da humanidade. Também, terei tolerância comigo mesmo, para me amar mais e ser realmente fã de mim mesmo (como diz Augusto)...
      Sim, QUE O SENHOR DEUS APROVE E CONFIRME ESTE FELIZ NOVO ANOJE! 

                                                      Túlio Vasconcelos.
         

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O NATAL INDISCUTÍVEL

        
        Há muitas questões sobre o Natal que podem ser discutidas. Podemos questionar a sua data original, e dizer que em 25 de dezembro naquela região da palestina, havia muita neve e as ovelhas não estariam nos pastos à noite. Podemos, também, falar sobre a vinda dos magos: se eles eram reis, e se eram três.  E dizer que não chegaram à mesma noite do nascimento de Jesus, mas apenas alguns meses mais tarde; ou seja, quase dois anos, como explicam alguns estudiosos. Sim, de fato a Bíblia não diz que chegaram lá na mesma noite do nascimento do Cristo...
       Há várias ideias, nesse contexto, que poderiam ser objeto de polêmica, mas são questões de segunda grandeza.
       Mas, o que é, então, indiscutível sobre o Natal?
     Podemos pensar que se Deus enviou Seu único Filho ao mundo, em uma realidade de riscos, humildade e simplicidade, Ele devia ter um grande motivo. Se Ele escolheu pessoas para conviverem com Jesus, enquanto o garoto crescia em sua condição humana, havia um grande plano por trás disso. O plano divino incluía a vinda do Filho de Deus, como homem, a qual foi indicada muitos séculos antes, através de profecias. Tal vinda seria para resgate de Israel e de todos os homens. O Filho de Deus, Jesus Cristo (o MESSIAS), viveria, ensinaria, pregaria, teria um ministério de recuperação de vidas para Deus; e finalmente, morreria e ressuscitaria, para Salvação de todos o que cressem, no Seu sacrifício Eterno e Redentor. Sim, o Natal de Jesus marcaria o início de tal consumação de propósitos em que os seres humanos poderiam ser salvos de seus pecados. Salvos de si mesmos: de seu orgulho, vaidade, medo, egoísmo; atitudes pequenas que só distanciam as pessoas, entre si; mas, que nem são percebidas. Como no caso das nossas vinganças pessoais ou rancores; e da vergonha que sentimos ao falharmos, quando nem temos a coragem de voltar e dizer: Perdão. Amo vocês!...Tais tipos de afastamentos entre pessoas, causados por inúmeras razões citadas aqui, ou não, refletem a distância do ser humano, para com Deus, por conta dos mesmos pecados. Sendo que se não houver arrependimento, reconciliação e perdão, ficaremos isolados uns dos outros; podendo morrer assim, em relação a tantos. Também para com o Senhor; mas, não há lugar para isolamento de Deus no paraíso; restando apenas um lugar eterno, triste e distante da alegria da conciliação com Deus.
          Sim, este é o indiscutível motivo do NATAL: Deus quis nos presentear: fez, através de Jesus, o que nenhum de nós poderíamos fazer sozinhos: recomeçar, amar, sorrir, crescer, nos dar novas chances, como Ele nos dá. Deus no atrai de volta, para si mesmo, e para as pessoas, através de Seu Filho.
          Então, aproveitemos este memorial natalino, para receber de Deus o presente Jesus, em toda a Sua abrangência. 
             Como disse muito bem um servo do Senhor: que teu coração hoje seja uma manjedoura, aonde Jesus vem nascer e brilhar. Abre tua manjedoura interna, e que para você, como para tantos que já fizeram esta decisão de convidar Jesus para fazer parte verdadeira de suas vidas, o NATAL seja ETERNO. Um Natal de reconciliação.
FELIZ NATAL INDISCUTÍVEL!


                                                              Túlio Vasconcelos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A MATEMÁTICA DA SALVAÇÃO 1

      “Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida”(Rom. 5:18).

                                                ( J T x G ) – ( O x J Z ) = JTF+VD
                                                                           
Na matemática da Salvação, a graça de Deus, através do sacrifício de Cristo, anula o efeito da ofensa adâmica condenatória, e o que  resta é JUSTIFICAÇÃO E VIDA, para quem crê(πιστηι).

Se a ofensa é potencializada pela justiça de Deus que pede a sua punição; por ser Ele Deus Santo que não admite pecado em Sua presença. Logo, a ofensa traz consigo condenação indiscutível. Então, a ofensa adâmica inicial, capital, gerou uma dívida para a humanidade. Em contrapartida, o Apóstolo Paulo, doutrinando os Romanos e todos nós, neste tratado teológico explicativo, ressalta que o ato de justiça de Cristo gerou um crédito para nós. A obediência de Cristo cobriu a desobediência de Adão, trazendo a graça sobre a humanidade. Um pagamento suficiente pela dívida. Permitindo assim justificação e reaproximação para com Deus (vida = reconciliação). Então a fé em Cristo opera a Salvação que foi tornada possível, através de Seu sacrifício (Jo. 3:16; Jo. 5:24; Rom. 3: 21 -28).

  
1.   Por que falar de Salvação e sua lógica bíblica?
        
         Lembro-me de ter ouvido alguns teólogos afirmarem que a certeza de salvação enfraquece a frequência das Igrejas e faz com que os dízimos caiam. Por esta mesma razão interesseira e duvidosa, muitos deixam de pregar tudo o que a Bíblia ensina, neste âmbito. Tratar deste assunto não é acomodar as pessoas, mas torná-las esclarecidas e livres para servirem a Cristo por amor e gratidão, e não por medo.

1.1.         Explicando a Salvação, de modo prático

A equação acima explica a fé redentorista. Uma salvação operada por alguém que não é a própria pessoa, por seus méritos. Pois a afirmação escriturística demonstra que o homem não possui por nascimento a Vida Eterna, sendo pecador, através de Adão. Sendo, portanto, herdeiro da condenação.
Este é, portanto, o único argumento que realmente se diferencia de todas as linhas de pensamentos humanistas, estando legitimamente fundamentada na Bíblia Sagrada; não admitindo qualquer sincretismo. É um pensamento singular, pois não se harmoniza com as correntes humanistas do espiritismo, ateísmo, materialismo, ou até de alguns grupos evangélicos; além de divergir de todos os pensamentos que excluem a necessidade do Salvador ou Redentor. Para auxílio de nossa compreensão, vou utilizar aqui uma sequência de afirmações que inseri no último capítulo do livro “HISTÓRIAS DE PESCADORES – APRENDENDO A VIVER,LENDO A VIDA”(Ed. NOVO HORIZONTE, Recife, 2008):


DE ONDE VEIO
O PECADO?

 Salomão escreveu: “Pois não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque”. (Ecl. 7: 20).
 Paulo, o Apóstolo, escreveu: “Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só... Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.(Rom. 3:11,12,23).

         Segundo a Bíblia Sagrada, todos os seres humanos, mesmo os mais dóceis e íntegros são pecadores e imperfeitos diante de Deus. Por causa da ofensa de Adão; de sua desobediência ao Senhor, no Éden, todos os seus descendentes foram contaminados:

         “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram. Porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas onde não há lei o pecado não é levado em conta. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão o qual é figura daquele que havia de vir.”(Rom. 5: 12 – 14)

         Temos presenciado uma humanidade envolta em erros, os quais publicam a sua condição pecaminosa e decadente, no âmbito espiritual. O ser humano comete pecados porque é gerado, essencialmente, pecador. Recebe sua natureza pecaminosa no ato da concepção (Sl. 51:5). Esta natureza se manifesta em nossa conduta, à medida que crescemos. Então, demonstramos sempre uma maior tendência ao erro do que ao acerto. Isto fica bem claro nas atitudes de egoísmo, orgulho, mentira, inveja, ciúme, quando ainda somos jovens. À medida que o tempo passa, nos tornamos mais propensos e suceptíveis ao pecado. Daí a violência, agressividade, a indecência, a falta de sensiblidade, e erros mais gritantes como os roubos, os assassinatos, a desobediência aos princípios e às pessoas; a violência das palavras, a vingança, a corrupção, a prostituição, a devassidão, o adultério, e tantas outras formas de pecado. Ressalte-se que não existem pecados mais ou menos graves, diante de Deus. Para Ele, todos são gravíssimos, e se distanciam de seu ideal de perfeição e bem-estar propostos como sendo o ideal para a vida do homem. A diferença é o grau de destrutividade que cada tipo de pecado possui, circunstancialmente. A boa formação familiar de um indivíduo, os traços de sua personalidade e temperamento podem ajudá-lo em lidar com o pecado, no sentido de atenuar os seus efeitos e a sua propagação social. Um pouco de disciplina mental pode levá-lo a evitar certos tipos de pecados, mas estas faculdades humanas não são capazes de neutralizar os efeitos mais profundos do pecado e nem impedem a sua incidência todo o tempo.
         Então, o pecado é universal. Todos nós somos pecadores, transgressores, ofensores. Somos sujos e imperfeitos, diante de Deus!


QUAIS OS
RESULTADOS
DISSO?

         “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus...Porque o salário do pecado é a morte”(Rom. 3:23; 6:23 a).

         “o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (João 3:36b)   

         “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.”(I Cor. 6:9,10)

         “...todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida,  foi lançado no lago de fogo”. (Apoc. 20:15)

         Este é um dos pontos menos aceitos da revelação bíblica. Trata de como Deus julgará o pecado.  A culpa pelo pecado leva o homem pecador a uma eternidade sem Deus. Sendo Ele Deus Santo, Santo, Santo, não pode conviver com o pecado. Então, cada pecador não purificado estará distante de Deus. A Escritura diz algo que nos atinge frontalmente: Se uma pessoa morrer em seus pecados, será lançada no inferno, separada de Deus para sempre. O inferno é um lugar real, atormentador. Lá, o Diabo não reina; na verdade, ele também teme o fato de que será atormentado.
  
         “ e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos. (Apoc. 20:10)

         Por causa de seus pecados não-perdoados, muitos seres humanos serão lançados no inferno. Esta é uma idéia aterradora; uma sombra que assola as mentes de muitos.


EXISTE SOLUÇÃO PARA
ESTE PROBLEMA?

         “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor; Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”(Rom. 6:23;João 3:16)

         As pessoas que afirmam que Deus é muito bom e não deseja lançar o homem no inferno estão certíssimas! E Ele decidiu provar isto de um modo indiscutível; de uma maneira clara, que não deixasse dúvidas.
         Como o pecado tem que ser julgado e punido, não podendo ser ‘desculpado’. Visto que Deus é Santo e não convive com o pecado; mas, uma vez que Deus ama as pessoas e não quer condená-las, algo tinha que ser feito que levasse em conta estes três fatos. Como resolver isto? A resposta: Um sacrifício substitutivo; uma vítima inocente substituiria os homens culpados. Por amar os homens, Deus quis reparar os seus erros, dando o Seu Filho por nós!...Nenhuma demonstração de amor podia ser maior! Um Pai entregando o Seu único e inocente Filho por criaturas culpadas! Por pessoas que não merecem! Que grande amor! Dá pra imaginar um amor maior?!
         Costuma-se dizer, em muitas culturas, que não existe amor maior ‘do que o de mãe’. No entanto, o grande amor do universo é o amor de Deus!

         “Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios.
Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer.
Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.”(Rom. 5: 6 – 8).

         Sim, Jesus, e não as nossas obras, é a prova do amor de Deus. Pois se a Salvação fosse através de nossas obras, Deus não seria Justo. Mas a Redenção é resultado da graça, do favor de Deus, que nós não merecemos:

         “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie.”(Ef. 2:8,9)

         Pense bem e entenda a “Justiça Matemática” do Senhor: Somos pecadores devido ao pecado original de Adão; somos Salvos, devido à graça de Deus, demonstrada em Cristo:

         “Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida.
Porque, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um muitos serão constituídos justos.” (Rom. 5: 18,19)
    
         Esta verdade é libertadora e torna sem efeito concepções escravizadoras, idéias que apenas demonstram o quanto as pessoas precisam conhecer o fato de que há um Deus Vivo que as ama!

         Quem compreende o amor de Deus, sabe que não precisa pagar por pecados que já foram pagos; sabe que não precisa reencarnar para se purificar, aperfeiçoar-se! Pois se Cristo é quem está apto a nos redimir de nossos pecados, como nós iremos fazer isto? Tal condição anularia o sacrifício de Cristo! Ou seja, se a Salvação estivesse em meios humanos como a caridade,  o sofrimento nesta vida e/ou em outras, no carma, na igreja, no batismo, nas penitências, na repetição de sacrifícios,  na guarda de qualquer mandamento bíblico, isto anularia o sacrifício de Cristo e nós não teríamos, realmente, recebido uma prova cabal do amor de Deus!

         “Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no  qual  perseverais,
pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.(I Cor. 15: 1 – 4)
        
         A prova mais forte do amor divino por nós é o Cristo morto e ressurreto, pelos nossos pecados.

                                                                           Túlio Vasconcelos


A MATEMÁTICA DA SALVAÇÃO 2

QUAL  A  AÇÃO  DO  SER  HUMANO,
 NA REDENÇÃO?
      
         “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério da presença do Senhor; porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca que se faz confissão para a salvação”. (Atos 3:19; Rom. 10:9,10)

         Bem, de acordo com o que afirmamos, o que podemos indicar como sendo aquilo que cada pessoa deve fazer para alcançar a Salvação? A resposta está bem explicada nos textos acima:
         Cada ser humano da terra deve se arrepender de seus pecados e deve convidar a Jesus Cristo, aceitando-O como Único e Suficiente Salvador. Podemos esclarecer isto em duas partes:

1.             Arrependimento: A palavra grega para arrependimento é metanoia (METANÓIA). Significa ‘mudar a mente’. É a decisão de mudar de vida. Não se trata de uma mudança superficial de costumes; não é um remorso emocional, uma camuflagem, que esconde a podridão de uma vida de hipocrisia, lançando o “lixo para baixo do tapete”. Parte da consciência e rejeição do pecado, do desejo sincero e íntimo de romper com a condição inicial de pecador perdido e condenado; do despertamento quanto à necessidade de se achegar a Deus, do desejo de reparar o erro inicial que nos contaminou e nos associou a esta condição distanciada e decadente. O ser arrependido, então, reconhece a sua condição insuficiente e falha, diante do Deus perfeito e clama pela Sua ajuda. Quando atingido pela Verdade, o ser humano, confrontado com Deus, sabe que não tem mais saída e nem argumentos.

2.             Fé no Salvador: Agora, o homem pede a Cristo que o salve, pede para ser aceito e confia que é recebido. Costuma-se comparar tal momento à abertura de uma porta a um visitante gentil, que bate pacientemente. Jesus é alguém que sempre bate à porta de nossas vidas. Ele deseja entrar e morar em nosso ser, transformando-o, curando-o e restaurando-o!
               
         A expressão “aceitar a Cristo” denota a aceitação do Seu sacrifício de sangue como único meio de remissão (pagamento), pelos nossos pecados, numa entrega de nossas vidas, voluntariamente, Àquele que se entregou por nós. Esta é a única maneira de sermos redimidos.
  
         “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo.”(Apoc. 3:20).


        Nota:  Mesmo compreendendo que o contexto de Apocalipse 3 se refere ao fato de que Jesus está fora da Igreja e que deve ser convidado de volta, naquele caso; pois é, absoluta e essencialmente, seu CABEÇA e SENHOR; entendemos que o princípio aqui inserido se aplica ao contexto de relacionamento entre Jesus e o homem, pois sem uma escolha deliberada, que pode ser representada por um convite específico a Cristo, Jesus não obrigará qualquer pecador a se entregar a Ele; ou a escolher a Ele como Advogado.
Os seres humanos possuem, sempre,  opção de querer a Deus ou não, em suas vidas. Esta concepção se harmoniza com diversos contextos bíblicos, como por exemplo Josué 24: 15.


         Então, caro leitor, se você ainda não fez esta decisão pode fazer isto agora. Devo sugerir que você ore agora mesmo ao Senhor Jesus. E deve ser com as sua palavras ou, se preferir, pode orar, com toda a sua fé sincera, dizendo:
         “Senhor Jesus, reconheço que sou um pecador; preciso que o Senhor me purifique completamente; preciso sejas o meu Salvador Eterno; entrego-me a Ti, Senhor. Obrigado por me receberes. Amém”.
         Se você fez esta oração agora, gostaria de sugerir que você consulte novamente todas as referências bíblicas contidas neste livro. Elas irão te ajudar a fortalecer as suas convicções. Há alguns passos que você deve seguir:

1.      Adquira um exemplar da Bíblia Sagrada, o mais depressa possível;
2.      Inicie a leitura sistemática e regular. Pode iniciar com o Evangelho escrito por João e a carta aos Romanos. Pode ler todo o Novo Testamento primeiro e depois o Velho Testamento;
3.      Procure uma Igreja Neo-Testamentária, onde você possa ser acompanhado e aconselhado; ela será uma grande escola e família cristã, reunindo características e fundamentos bíblicos;
4.      Sirva a Deus com amor e coloque-O no centro de suas decisões. Seja um discípulo de Jesus;
5.      Cultive a leitura de bons livros cristãos, com fundamento bíblico;
6.      Ore a Deus diariamente, cultive um tempo de comunhão com Ele. O Senhor te ama, te conhece e quer te ajudar a crescer (I Pe. 2: 1 - 10);
7.      Testemunhe de Cristo; fale do que Ele fez por você, começando por sua família; mas tenha paciência e amor, pois as pessoas terão sempre alguma resistência, como eu e você tivemos;
8.      Leia este artigo novamente, e divulgue-o às pessoas que você ama e respeita;
9.      Torne-se alguém com quem Deus pode contar, para ajudar a sociedade que está sendo destruída pelo pecado, mas que não admite esse fato.
                              

2.        Entendendo a Certeza de Salvação, logicamente.

A equação no início deste capítulo mostra que ninguém merece a redenção; ela é concedida pelo Salvador. É Ele quem garante e sustenta a nossa Vida Eterna. Deu-nos o Espírito Santo como garantia, para habitar e não “passear” em nós ou nos “visitar”(Ef. 1:13,14; Jo. 10:27-29). Então, se não depende de nós e se nunca o merecemos, como o iremos desmerecer?

Então, Adão um homem, nos cobriu de condenação; Jesus, um homem 100% e Deus 100%, atuando através de nossa fé sincera e arrependimento, nos cobriu de Salvação. Adão nos contaminou para sempre com o veneno da morte; Jesus nos imunizou com o Seu precioso sangue (I Pe. 1:18,19). Adão nos matou, nos separou do Senhor; mas, Jesus veio, para nos levar de volta para Deus(I Pe. 3:18B). Isto quer dizer VIDA!!!!!!!!!!!

                                                                               Túlio Vasconcelos

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

HORA DE APRENDER A ESPERAR



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HORA DE APRENDER A ESPERAR
Há alguns dias, ouvi um pregador relatar acerca de uma conversa que tivera com um senhor, nos Estados Unidos. Segundo aquele homem cristão e idoso, os supermercados prejudicaram muito às pessoas, quebrando-lhes a oportunidade de crescerem na arte da espera. O fato narrado apresentava o seguinte argumento central: Antes, as pessoas precisavam esperar que as frutas, como a manga, o abacaxi, o morango florescessem em cada respectiva estação. Logo, indivíduos podiam exercer a capacidade natural do aguardar. Era um tempo de valorização de eventos, segundo o experiente observador afirmava; contrastando, lamentavelmente, com nossa contemporaneidade: “Hoje em dia, jovens e adultos têm tudo na hora que querem, quando chegam aos centros de compras” – concluía.
          Curiosa e perspicaz observação daquele homem, a qual nos leva a refletir. Pois uma vez que vivemos a era da agilidade, da impaciência, da ansiedade, dos mimos existenciais;  a  maioria de nós não tem a paciência dos nossos antepassados. E parece que mesmo com tantos esforços para nos agradar, vivemos infelizes, insatisfeitos; somos garotos malcriados, exigentes. E as gerações seguintes, se tornam insuportáveis mais e mais, neste contexto. Querem tudo para ontem; a vida virou uma urgência. Aonde iremos parar? E o mais sério é que não existe um limite para o altíssimo grau de reclamações: sempre se quer mais e com maior velocidade.
          Se olharmos os relatos bíblicos, vemos sinais da impaciência: A pressa de Eva, a qual não teve o tirocínio de aguardar o retorno do Senhor à tardinha (digamos), para uma boa conversa de esclarecimento; a correria de Jonas, tentando fugir de Deus; a inconsequência de Esaú, ao ignorar sua primogenitura, na pressa de saciar o seu apetite; a pressa de Pedro que quase respondia, antes que Jesus terminasse suas proposições...
          Alguns outros sinais da falta de tolerância temporal ainda machucam as pessoas: Não se espera, compra-se antes do tempo, com recurso inexistente; não se planeja suficientemente, corre-se a empreendimentos, negócios, resoluções mal pensadas: as aventuras tendem ao fracasso e à dor, tornam-se desventuras.         
       Quando aprenderemos a esperar? Quando afirmaremos, convictamente, as palavras do salmo 40, versículo 1: ”Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor“?
       Hora de rever nossos resultados; de recomeçar; de levantar, confessar e dizer: Deus, eu preciso começar minha nova fase com paciência. Se não for à vista, eu não comprarei pequenos objetos ou bens de consumo rápido. Não planejarei pela metade. Tomarei decisões sérias, após refletir calmamente. Respirarei muitas vezes, antes de reagir, ou pelo menos tentarei com mais força me irritar menos. Pararei de medir meus resultados pelos dos outros, e aprenderei a entender e respeitar minha individualidade. Enquanto espero na fila, olharei as nuvens no céu, lerei um livro tranquilo. Gastarei tempo rindo de questões leves e amenas. Visitarei pessoas idosas e ouvirei suas histórias, sem pressa. Ensinarei a paciência; lerei sobre isto, para poder ensinar. Se algum assunto ou campanha for proposta nas redes sociais, pesquisarei antes de opinar. Terei coragem de estudar mais as pessoas, meus familiares, meus clientes, meu trabalho, meus sonhos, meus pedidos de oração. Lerei os manuais de produtos eletrônicos, e pensarei sobre a água, e as vidas dos pinguins e as orquídeas. Tornar-me-ei mais tolerante, com as falhas das pessoas; sou falho também e muito. Aprenderei mais com Jesus: “manso e humilde de coração”; seguirei o conselho de Tiago:
          Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas.(Tiago 5:7)


                          TÚLIO VASCONCELOS

domingo, 23 de outubro de 2016

CARANGUEJOS PERNAMBUCANOS

     
      Ouvi uma história contada por um amigo, acerca de dois japoneses. Um deles residia em Recife e estava sendo visitado por um conterrâneo, em férias na cidade. Combinaram um almoço num pitoresco restaurante, especializado em frutos do mar e mais especificamente em caranguejos e seus “parentes”.      Sem qualquer familiaridade pregressa com os bichos, o visitante exclamou, em sua própria língua:
      -   Mas que animal interessante!
      -  Concordo. E saboroso também!! – responde o patrício. Aqui, eles ficam confinados e são mortos pouco antes de serem servidos.
      - Mesmo?!!!- espanta-se o visitante - gostaria de conhecer a criação!!! 
   Após as devidas explicações aos responsáveis pelo estabelecimento, lá estavam os apreciadores a contemplar a conviência renhida dos bichos, no viveiro. Passados alguns minutos, o turista exclamou:
      - Ih, olha lá! Um deles vai conseguir escapar. Ele já está quase saindo dali – observou.
      - Vai nada, ironizou o “recifense”.
      -  Mas, ele já está quase conseguindo deixar a caixa – insistiu.
      -  Aquele que está embaixo vai puxar a perna dele – explicou o anfitrião.
      -   Como você sabe disso?
      -   É que eles são pernambucanos – concluiu.
...
    
      Eu sou nascido e criado em Pernambuco. Um apaixonado por esta terra. Agradeço a Deus pelas minhas raízes e acredito no grande potencial de nosso povo.    
     Mesmo em momentos de crise e sob convites para outros lugares, permaneci, pela convicção de ter muito a fazer, em minha terra...
      Todo este carinho e respeito real não me impedem, no entanto, de concordar com os objetos de nossa história. De fato, existe algo em muitos do nosso povo que destoa de toda a receptividade, alegria e carisma que os pernambucanos possuem. É um sentimento “encrunhado” na cultura, nos costumes, na essência. Parece um disparate, uma erva daninha, que pode contaminar a mente mais honesta e generosa.
       Sim, em nossa terra(e não apenas aqui), existe o hábito por vezes imperceptível de esconder o incômodo sentido quando alguém, próximo de nós, prospera. Não é uma pontinha, mas um iceberg de inveja.
            Sim, esta é a vergonhosa palavra que descreve o problema.  
            Poucos, no entanto, se enxergam assim, ou conseguem admitir.
        Permitam-me citar a minha própria e infeliz experiência.  Admito que o fato de ouvir a história, pela primeira vez foi um “puxão” de orelha, um despertar. Bateu bem forte em meus brios e me desafiou: “Ora, é verdade! – pensei. Eu sou como aquele caranguejo que puxa para baixo!... Percebi o quanto ficava incomodado, ofendido, quando via alguém prosperar, melhorar.  Graças a Deus, e com muita luta aprendi a controlar aquele mal ímpeto. Entretanto, conservo o hábito de olhar sempre para mim e policiar minhas atitudes.
     Tenho observado, com tristeza, que a inveja é uma epidemia letal. Ela, historicamente, já causou assassinatos, guerras, discussões. É um inimigo silencioso, invisível e traiçoeiro. É uma senhora escravizante e cruel. Leva a um tipo de competitividade doentia e destrutiva. Já ouvi, inclusive, relatos de pessoas que compraram por pura inveja e até de relacionamentos que se romperam...
      Sendo assim, convido você a se avaliar, honestamente. E se for o caso, buscar forças e ajuda adequada, para vencer a si mesmo, nesta área.  E então, prepare-se para crescer e experimentar a alegria pelo êxito de outrem, enquanto constrói seus próprios sonhos, com um coração limpo, leve, livre e abençoado. Tente aplaudir mais as conquistas alheias; busque fazer isto de modo sincero. Você será um indivíduo muito mais satisfeito e próspero, com certeza!

                                                                                            Túlio Vasconcelos


TODO CAMINHO DÁ NA VENDA!



      Há alguns anos, estive em uma clínica a fim de realizar alguns exames para renovação da carteira de motorista. Ao entrar na sala da psicóloga, fui atendido por uma senhora muito gentil. De forma atenciosa, ela seguiu as formalidades pertinentes àquele processo e, em seguida falou, de modo educado:

-          Ah, o senhor é Batista, não é?!
-          Isso mesmo – respondi, cordialmente.
-          Eu gosto muito de freqüentar igrejas – prosseguiu – Gosto de ouvir a palavra de Deus, e costumo ir a vários lugares... – disse a gentil senhora, enquanto citava alguns nomes. – e arrematou: - Vou sempre, pois como o senhor sabe, “todo o caminho dá na venda!” – exclamou, exibindo um largo sorriso.
-          A senhora pensa assim mesmo?... – perguntei sorrindo, educadamente – e continuei: - Vamos supor que a senhora quisesse ir ao centro do Recife. O que faria? Tomaria qualquer direção para chegar até lá? Ou a senhora precisaria do caminho certo?
-          Não, evidentemente, eu precisaria do caminho correto para chegar lá.
-          Então, – continuei – se funciona desta forma em nossa vida natural, por que em relação à vida espiritual, que é tão mais importante, tudo funcionaria de “todo jeito”?
-          Não, mas o que eu quero dizer, é que o que importa é que tenhamos fé; o importante é ter fé!...- concluiu.
-          Será que é assim mesmo? – perguntei – É dessa maneira que a senhora pensa? – Posso fazer mais algumas perguntas?
-          É claro que sim. – disse
-          Eu presumo que a senhora seja a proprietária desta clínica...
-          É verdade – disse a psicóloga.
-          A senhora tem uns vinte funcionários, aproximadamente? – indaguei
-          Sim – ela respondeu.
-          O que é importante para a senhora? Que os seus funcionários trabalhem, meramente, ou que eles o façam dentro de parâmetros preestabelecidos pela senhora? – perguntei.
-          Eles têm que seguir o sistema que foi criado para o funcionamento adequado da empresa. – afirmou, educadamente.
-          Então, será que o verdadeiro Deus, o Deus da Bíblia, não estabeleceu os princípios, pelos quais Ele deseja ser buscado, adorado e crido? - concluí.   Não houve resposta.

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (João 14:6).

                                                                                                                                                      Túlio Vasconcelos

 (De “Histórias de Pescadores – Aprendendo a Viver, Lendo a Vida” – Ed. Novo Horizonte, 2008 – Vasconcelos, Túlio)
          

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

EU QUERO SER LIVRE!


       
         Este é um clamor mundial. Mas será que a maioria dos homens sabe o que é ser realmente livre? Há muitas contradições e incompreensão, nesta área, mesmo entre as pessoas mais idosas. Sendo o ser humano algo extremamente contraditório e complexo, ele, por vezes, transforma em problema o que foi estabelecido como dádiva divina. Isto é muito verdade, também, nesta época de inversão de valores...
         Há os que se sentem livres para criarem um estilo próprio. Querem ser originais e fugir dos padrões “já ultrapassados”; parecem gostar de se colocarem avessos a tudo; revoltam-se contra as normas e regulamentos, pois se sentem sufocados; ignoram mesmo os limites que lhes trazem segurança e garantem a sua subsistência. São maníacos em ignorar a opinião dos outros, tanto quanto em dar a sua própria. Detestam se sentir escravos do que os outros pensam, enquanto adoram escravizar os outros ao que eles desejam afirmar e fazer.
         Existem aqueles que acreditam que liberdade é poder passar as noites se embriagando e se drogando; tornam-se, muitas vezes, dependentes do álcool e de outras drogas químicas e sentem que não têm mais forças para deixar e desistem de tentar...
         Há, ainda, os que acreditam que podem “pensar tudo de seu jeito”, e que sempre estarão certos...Também são eles que quase sempre têm a certeza de que não se pode ter certeza de nada! Muitos desses vivem em grande contradição e medo: medo da morte e da vida; medo do “azar e do olho grande”; medo do que sabem e do que não sabem; medo de confiar e então “confiam desconfiando”; dizem que são livres para serem amigos de quem quiserem, mas sentem que não têm amigos, pois, segundo eles, “amigos não existem”.   
         Todas essas concepções de liberdade são amplamente difundidas, por muita gente que tenta, com esmero, viver algo que, geralmente, não entende muito bem. Em busca de sensações novas ou alívio para as suas tensões ou frustrações; ou tentando agradar e alimentar o seu egocentrismo, tornaram-se escravos do orgulho, de vícios, de orgias, de dívidas financeiras ou emocionais; da falta de moralidade e respeito pelos semelhantes e por si mesmos; da sensualidade, das dúvidas e da falta de propósitos; escravos de uma liberdade doentia e falsa!
           O que é ser livre, então? É fazer tudo o que se quer? É não respeitar limites? É destruir a alegria de outrem, vivendo momentos impensados, que certamente nos farão chorar de vergonha e arrependimento, quando formos suficientemente ajuizados para refletir sobre os nossos atos?...
         Pensando sobre isto e avaliando a vida em suas nuances, descobrimos que a verdadeira Liberdade só pode ser construída sobre os alicerces sólidos da disciplina, dos limites e do respeito.  Homens livres são aqueles que se sentem felizes em cumprir os regulamentos que lhes preservam a saúde, a consciência e a integridade moral.
         Ser Livre é poder dizer “sim” ou “não” a si mesmo e aos outros, na hora certa; é ser corajoso o suficiente para resistir às pressões da maioria, quando se tem um argumento bem fundamentado, uma idéia bem construída, na qual se acredita; é ter a coragem de mudar de opinião, sobre algo que se defendeu a vida toda, e não permanecer acorrentado ao orgulho infantil, quando se percebe o equívoco; é encontrar na simplicidade alegria, e saber apreciar o simples e contemplar o belo; é saber que para ser diferente o necessário é ser quem somos,  sem ter que imitar os modelos impostos pela sociedade; é ter a capacidade de ainda confiar verdadeiramente, amar genuinamente, e se entregar por inteiro às causas de valor e às pessoas que nos cercam!


 (De “Histórias de Pescadores – Aprendendo a Viver, Lendo a Vida” – Ed. Novo Horizonte, 2008 – Vasconcelos, Túlio)